Cronicas

Crônicas que escrevo constituem um território narrativo onde o riso opera como válvula de escape, mas também como forma de interpretação do mundo. São textos que assumem deliberadamente o exagero, o insólito e o absurdo cotidiano como matéria-prima, produzindo um humor que não se limita à comicidade superficial, mas que expõe contradições, fragilidades e pequenas tragicomédias humanas.

O tom é leve, mas nunca ingênuo: cada crônica funciona como um microcosmo social, no qual personagens — frequentemente desajeitados, intempestivos, apaixonados demais ou lúcidos de menos — revelam, pela via da comédia, verdades incômodas sobre nossas expectativas, desejos e pequenas catástrofes diárias. A graça nasce justamente do descompasso entre o que planejamos e o que o mundo nos entrega.

Esse conjunto de textos opera como um refúgio — não da realidade, mas da sua rigidez. Ao rir de si mesmas e de seus próprios tropeços, as narrativas desarmam o leitor e o convidam a reconhecer no exagero uma forma de sabedoria. Há sempre um traço de humanidade pulsando por baixo da camada cômica: o afeto torto, o impulso contraditório, a busca por sentido onde só há confusão.

Minhas crônicas, assim, são humor como gesto interpretativo, humor como crítica suave, humor como sobrevivência. Funcionam como pequenas cápsulas de alívio, mas também como espelhos em que a vida cotidiana — com toda sua desordem e comicidade involuntária — finalmente admite sua própria comicidade.

Sobre Nós

Bem-vindo ao meu site! Me chamo Marcio Medeiros e sou professor de sociologia, filosofia e educação socioemocional. Possuo doutorado em sociologia pela UNB e estou cursando psicologia. Escrevo quinzenalmente para o jornal Diário de Santa Maria e participo ocasionalmente do programa Sala de Debate da CDN e do canal DiárioSM.

two gray pencils on yellow surface
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